Angola: crises e terrorismo no centro da cimeira da União Africana
Na abertura da cimeira, o Presidente angolano, João Lourenço, apelou à adopção de medidas concretas para promover a paz em África, recorrendo aos instrumentos políticos, diplomáticos e financeiros disponíveis no continente.
“Que os trabalhos desta sessão conduzam à adopção de medidas concretas, acompanhadas de responsabilidades claramente definidas e de mecanismos eficazes de acompanhamento. Devemos mobilizar os instrumentos políticos, diplomáticos, financeiros e institucionais de que dispomos para prevenir os conflitos antes que estes se transformem em guerras e para pôr fim, no mais curto espaço de tempo possível, aos conflitos que já existem”, afirmou João Lourenço.
O chefe de Estado angolano sublinhou, ainda, que a paz constitui uma condição essencial para o desenvolvimento económico dos países africanos e para a dignidade das populações.
Por sua vez, o presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, defendeu a necessidade de reformar a Arquitectura Africana de Paz e Segurança, tendo em conta a persistência e o agravamento de várias crises no continente. “Chegou a hora das reformas. Os desafios da paz e da segurança no nosso continente são conhecidos. Do Sudão ao leste da RDC, da Somália ao Sahel, da Líbia ao norte de Moçambique, passando por Madagáscar, o continente enfrenta crises persistentes e tensões preocupantes”, declarou.
Mahmoud Ali Youssouf chamou igualmente a atenção para ameaças como o terrorismo, o extremismo violento e a pirataria, defendendo que as reformas devem reforçar, em primeiro lugar, os mecanismos continentais de alerta precoce e de prevenção de conflitos.
A cimeira deste domingo foi antecedida pela reunião do Conselho Executivo da União Africana, realizada no sábado, 29 de Agosto, em Luanda. Os ministros dos Negócios Estrangeiros analisaram e aprovaram os documentos submetidos aos Chefes de Estado e de Governo.
O Conselho Executivo reconheceu os avanços institucionais alcançados pelo continente, mas a reunião de Luanda decorre num contexto em que persistem conflitos armados, instabilidade política e ameaças à segurança em várias regiões de África.
A expectativa é que os líderes africanos definam mecanismos capazes de tornar mais rápida e eficaz a resposta da União Africana, tanto na prevenção de novas crises como na procura de soluções para os conflitos já existentes.
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de www.rfi.fr.